Walls to the People, da autoria do artista João Paulo Feliciano tem como inspiração as próprias paredes da Casa de Serralves e é composto por inscrições e pinchamentos que, normalmente, podem encontrar-se em paredes de espaços públicos. Porém, estas mesmas inscrições não são visíveis à partida e vivem, única e exclusivamente, num universo virtual.
Segundo Pedro Gândara, Corporate Marketing Manager da Samsung Portugal, “este projecto, desenvolvido em conjunto pela Samsung e pela Fundação de Serralves, vem reforçar a vontade partilhada entre ambas as entidades em aproximar a arte da tecnologia. Acreditamos que a tecnologia é, sim, uma forma privilegiada de fruir a arte e queremos que o consumidor tenha a possibilidade de o comprovar, através de uma experiência interactiva, cultural e graciosa”.
Walls to the People pode ser visitada até dia 3 de Junho e durante este período o público poderá embarcar numa nova realidade e explorar/descobrir as várias inscrições escondidas nas paredes da Casa de Serralves, apontando um smartphone ou tablet com tecnologia de realidade aumentada.
As paredes e o espaço público são, desde sempre, um território de escrita disputado pelos mais variados agentes criativos. Desde a comunicação oficial e institucional, à publicidade e ao marketing, à expressão artística, às mais diversas expressões espontâneas e populares. É, precisamente, sobre este último tipo de expressões visuais e linguísticas que incide o projecto Walls to the People de João Paulo Feliciano.
Com base num trabalho de recolha de expressões comunicativas visíveis no espaço público, e com um carácter espontâneo e/ou naíf e/ou subversivo, o artista João Paulo Feliciano elaborou uma selecção de inscrições - pinchamentos, placas, tabuletas – que, posteriormente, foram “inscritas” na Casa de Serralves, através do recurso à tecnologia de realidade aumentada. Esta “recontextualização”, apesar de virtual, confere um novo carácter às intervenções gráficas - subversivo por um lado, mas não isento de humor e de um sentido lúdico.
Segundo Aníbal Nogueira, CEO da Up Digital e responsável pelo desenvolvimento da aplicação de realidade aumentada, “do ponto de vista técnico, foi-nos colocado o desafio de representar a visão do artista de forma virtual, sem desvirtuar o carácter genuíno da sua obra. A utilização da realidade aumentada, através do reconhecimento de imagem via mobile foi a nossa proposta, uma abordagem pioneira em Portugal e que, certamente, irá permitir experiências inovadoras ao público de Serralves e conquistar novos adeptos desta nova forma de expressão artística”.
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